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Que Sta Sara abençoe nossos caminhos!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A carta do Caixão e o aprendizado de dizer adeus.

Existe uma cultura atual que vende a alegria como um produto, e insiste que para estar bem, precisamos viver sempre em estado de alegria e euforia. Que bom?
Opa! Assim nos esquecemos de muitas coisas que incomodam, nos desviamos de reflexões necessárias e nos tornamos um bom consumidor de inutilidades descartáveis.
A vida não funciona assim. Ficar triste não é um problema e não significa um estado emocional mórbido!
Eis que vem um problema que chega sem pedir licença, sem aviso prévio e nos tira da roda da insana obrigatoriedade de estar sempre com a cara boa e nos joga no lugar comum da humanidade.
Gente de verdade ri e chora e de um jeito ou de outro descobre que a alegria é sempre passageira. A felicidade, diferente da alegria,  pode ser uma doce descoberta e conquista ao longo da vida, e pode ser convidada de honra a habitar nosso intimo, independente do momento que vivemos.
Quando nos deparamos com a vida e com seus desafios existenciais, nosso estado de espírito muda e vamos lidar com a dor “in natura”, aquela que transborda e nos impõe pausas e avaliações mais profundas, e a carta do Caixão traz essa conscientização de fim de uma etapa.
Sei que é comum nos apressarmos e imediatamente dizer: fim de uma etapa e início de outra…Concordo. Mas quando o caixão traz um novo início é bem diferente do início anunciado pela carta da Criança.
A carta do Caixão pressupõe um luto, um tempo de vivências onde a dor, a tristeza, a solidão, a ausência, nos cobra um olhar que não nos é habitual. Temos que aprender a lidar com o que “falta”. Seja o que for, o simbólico vai para dentro de uma caixa e some!
Mesmo que nossa psiquê dê seu jeito e arme defesas espetaculares, a dor é uma realidade quando o caixão está por perto. Seja a dor que acabou, quando falamos no fim de uma doença, por exemplo, e as possívies sequelas e adaptações de sobrevivência, ou quando vemos alguém que parte desta vida carnal e cessa seu sofrimento físico e emocional.
Não gosto de minimizar a experiencia da dor quando o caixão esta por perto, pois ele traz a necessidade de uma transformação que vai além do habitual, precisamos muitas vezes nos entender com a “falta” daquilo que se foi, ou de quem se foi. Essa reorganização pode ser penosa, mas necessária.
Se representa o fim de um relacionamento disfuncional e o luto não é vivido, podemos ter a repetição de um padrão doentio. Se representa a despedida de um ente querido, ninguém poderá ocupar seu lugar.
Essa complexidade das vivências psicológicas é própria do ser humano, e o lidar com a dor, nos conduz a consciencia do temporal, da importância da qualidade de nossos relacionamentos e de todo amor que está envolvido em nossas trocas.
Abaixo o exemplo de um jogo com a pergunta: como será a evolução do estado de saude da pessoa X nesta semana? (Mystical Lenormand)
O resultado representou um momento crítico, com o desfecho que finalizou uma missão terrena.
         Card23 Card32 Card08
Em outras situações, não menos dificeis temos esse símbolo como uma oportunidade de deixar morrer nossa identidade e renascer para um novo momento espiritual, geralmente quando fazemos uma iniciação.
Em algumas ordens iniciáticas essa etapa de morte e renascimento nos dá a chance de “zerar” simbolicamente o ego, e renascer com um novo nome, ganhando uma segunda chance.
Bom queridos, por hoje é isso!
Vamos viver cada dia com amor e felicidade, independente das adversidades que nos chegam. Podemos olhar para elas como um convite para a mudança e aproveitar as quedas e dores para crescer e ficar mais fortes!
Bjus para todos!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Achei uma carta na rua…

Será um sinal? Não, não estamos loucos!

Realmente o mundo espiritual lança mensagens diariamente através de sinais que nem sempre conseguimos intrepretar com a devida sabedoria.

As vezes é uma frase solta que fica ecoando na nossa cabeça. Um trecho de uma música…outras vezes sonhamos com alguém e do nada a pessoa nos liga ou manda uma mensagem dizendo que sonhou com a gente justo naquele dia.

Isso acontece com pessoas que tem muita afinidade e sintonia! Pensou e conectou!!!

Mas nós que olhamos o mundo pela ótica das cartas, uma carta no chão pode ser uma bela mensagem, ou uma necessária advertência. Quando encontro uma carta na chão sempre me ocorre que pode ser algo de valor para mim e procuro entender o que aquilo significa.

Como as cartas de jogar andam de mão em mão, são essas que encontramos com mais frequência e elas possuem significados diversos, pois existem várias formas de ler o baralho de cartas comuns. 

Costumo colocar aqui no Blog a versão que uso (Hedgewitchery), que é bastante antiga, inclusive recentemente ao adquirir um baralho italiano da Streghe Toscane encontrei o mesmo modo de ler as cartas, sendo que hoje temos adaptações para as questões modernas.

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Minha sugestão é que ao encontrar uma carta na rua, avalie dentro de sua forma de interpretar as cartas do baralho comum.

Normalmente, de forma geral, os Ases são inícios, e os 10 são ápices de energia, os coringas são surpresas boas ou ruins dependendo da cor vermelha ou preta.

Aqui no Blog você pode encontrar alguns artigos explicando os significados básicos das cartas ou encontra-los no site Cartomancia Tzara da Estrela no Facebook.

Para quem me perguntou sobre o 10 de Paus: Carta ligada ao trabalho ou estudos, representa o esforço e estresse  relativo a essa caminhada e consequente conquista. Pode indicar também que a pessoa precisa dar o máximo de si se deseja alcançar o que pretende. É a dica que dou!

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Aproveito para justificar minha ausência e dizer que amo esse Blog e todos são sempre bem vindos. Gostaria de ter mais tempo para escrever!

Um bjo a todos!