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Que Sta Sara abençoe nossos caminhos!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Feitiços e Coração - Baralho de Dona Mulambo

Bom dia! Segue o texto...

Quanto tempo não vejo umas palavras escritas sobre as minhas cartas...

Esse é o sinal que tenho que ser malabarista, viver , trabalhar, escrever e dar conta de tudo que me cabe. Mulambo está certa, não se pode descuidar de nada.

Então tirei "ao acaso" duas cartas para falar sobre um assunto que fosse do interesse de todos. Eis que são: Feitiços e Coração.

Sonia Boechat Salema - Tzara da Estrela
Baralho de Dona Mulambo
Considerando os tempos difíceis que vivemos, tudo tão fugaz e descartável, diria que amar se torna uma grande novela da vida, cheia de altos e baixos, exigindo sábia maestria.

Aqui falo do amor entre pares, entre pessoas que buscam uma realização afetiva. Vou deixar de lado os aspectos sublimados do amor.

Quando vemos a carta do Feitiços, por hábito nossa mente recorre aos significados comuns, magia, uma amarração, um trabalho feito para prender o coração de alguém? Pode ser.

Mas sou levada a escrever sobre outra coisa, o lado sutil dessa carta que considera em primeiro lugar o equilíbrio entre a razão e a emoção, entre o pensamento e o desejo. Assim questionamos se nosso desejo de afeto ou desejo de qualquer outra coisa é justo, faz sentido e se podemos nos mover em direção a ele. A magia pode isso.

Em casos afetivos, sentimentais, o vórtice de energia que move nossos chacras é sensível e facilmente passível de desequilíbrios. O que chamamos de amor, pode ser de fato outra coisa: carência, amor próprio ferido, orgulho, paixão, ilusão, transtorno emocional.

Se houver um pouco de bom senso, antes de partir para interpretações precipitadas, podemos nos questionar intimamente. Esse sentimento é legítimo ou faz parte de um combo onde a vontade de alguém deve prevalecer sobre a vontade do outro?

Isso é amor, ou um aspecto imaturo, narcisista, uma vontade de dominar e subjugar o outro? Afinal, escutamos uma expressão que a mim causa estranheza: quero ver fulano/a comer na minha mão...

Somos pessoas, não animais em fase de adestramento. E subjugar não é amar. Pode ser sim, um amor desmensurado por si mesmo, onde alguém cego dentro de suas próprias incoerências quer ver um troféu enfeitar a prateleira de seu ego.

Como todo processo de conquista passa pela própria pessoa, a magia é uma boa ferramenta de cura, de equilíbrio sadio, numa conversa com as divindades em busca de harmonia.

Vejo pessoas aflitas em busca de recursos mas esquecendo que tudo começa por uma limpeza de alma, de energia, de caminhos e hábitos.

Uma mudança de postura, uma fé inabalável pode fazer o mundo girar e o coração vibrar numa frequência que trará as pessoas certas para nossa vida, ou nos fará direcionar o amor para uma causa maior.

É muito ingênuo pensar que o "amor" esse sentimento tão luminoso, regido por Deusas magnificas se presta a mesquinharias.

Quer amor? Se equilibre primeiro, acerte o rumo e ame. Não lamente o que não tem, abra-se sinceramente ao amor. Talvez ele não tenha um camaro amarelo, não seja um personagem de novelas ou filmes.

As pessoas reais são simples, imperfeitas, complexas e cheias de problemas, assim como eu e você.

Peça aos Deuses do universo que te ajude a encontrar o equilíbrio e a verdade sobre si mesmo, ame-se e respeite-se, ai sim parta para a vida e seja feliz com alguém.

Estando diante de alguém num atendimento, não nos cabe julgar. Mas nada impede que uma conversa sutil e bem direcionada seja de certa forma uma luz para curar feridas e traumas.

A outra metade da laranja?  Somos nós mesmos. Junte as metades e veja como ficamos mais bonitos, fortes e cheio de magia. 

BJus e boa cartomancia sempre com ética.

Referencia:  Dona maria Mulambo - Oráculo, símbolos e magia. Sonia Boechat Salema

 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

A MESA/30 - ORÁCULO DE BELLINE (1° tópico)


Sob os auspícios de Vênus somos convidados a celebrar com alegria...

Tirei uma carta para refletir sobre meu dia, a vida e tudo que tem cercado meu cotidiano ultimamente. Minha carta foi "A MESA".

Uma nostalgia gostosa me levou para muitos anos atrás, num espaço bem conhecido meu, uma sala de jantar, com móveis de jacarandá, cadeiras pesadíssimas que eu criança arrastava com muita dificuldade. Sobre o aparador imponente uma jarro de flores e porta retratos, toalhinhas de crochê, e outros bibelôs que eram da época.
A mesa para doze pessoas nunca chegou a acomodar tanta gente, mas minha avó Rita era uma excelente cozinheira, de origem portuguesa ela era mestra nos temperos para salgados e doces.

Me pergunto diante da carta o que essa mensagem me acrescenta? As cartas anteriores são A FAMÍLIA E O AMOR, dois ingredientes para colocar na mesa.

No Oráculo de Belline a Deusa Vênus celebra em todas as cartas, mas nesta carta em particular ela transborda e compartilha o que foi vivido anteriormente, numa perfeita comunhão entre o que foi apreendido e o que será servido.

Afinal, de que nos serve tanto afeto, tanto amor se não podemos compartilhar?

Me fez pensar que nessas lutas e lidas diárias esquecemos de tirar um tempo, criar no cotidiano um momento "extraordinário" para celebrar a vida, celebrar o momento, os amigos que temos, nossa família, os filhos que parimos ou ganhamos durante o caminho, o amor que nos abriga em seus braços ou mesmo nossos braços de amor para abraçar quem de nós precisa.

A MESA nos serve para beber desse cálice, e brindar ao que está em nós pronto para ser servido entre os convidados da festa vida, da comunhão com o bem que vive na esfera de Vênus.

No nosso banquete não há nada especial, apenas gratidão por tudo que a vida nos deu, por tudo que colhemos e compartilhamos. Bem simples até! Essas pequenas alegrias são de fato um combustível que alimenta o espírito e dá forças extras para enfrentar os momentos difíceis.

Talvez se minha carta do dia fosse outra, eu não estivesse aqui escrevendo no Blog! Mas A MESA pede a partilha. Não é lindo?

Voltando no tempo, vejo minha avó, com seu vestido verde de flores pequenas, sempre com um avental, e sempre carregando algo em suas mãos. Ela sabia amar desse jeito, temperando, adoçando e servindo.

Estando na "MESA" podemos trocar ideias e ver outros pontos de vista, com o paladar desperto para apreciar sem julgar, degustar.

A MESA proporciona um estado de alma que transmuta coisas, uma alquimia interna, que resulta num entendimento profundo do eu e do outro, do material e do espiritual, do que me cabe e do que lhe cabe na partilha da vida.

Bem ao gosto dos iniciados A MESA propõe sorver o liquido da vida e transmutar experiencias onde a alquimia da Alma passa pelo delicado processo de equilibrar emoções e compartilhar o pão da sabedoria.

Que independente de nossas limitações, fases da vida, dificuldades, essa carta traga para mim e para todos uma festa no coração, um brinde ao amor, a família, ao sagrado,  a partilha e a boa conversa que traz momentos felizes e celebra a vida.

Bjus em todos!A Mesa é igual coração de mãe, sempre cabe mais um!
Desejo sempre uma boa cartomancia, com respeito e ética.